quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Adriana Calcanhoto Fico Assim Sem Voce! (Clip Oficial )
Dedico essa canção ao meu GRANDE AMOR!!!... Que mora longe e me mata de saudade quando está distante... ADAILTON, EU TE AMO!!!!!!!!PRA VIDA TODA!!!!!!!!
sábado, 31 de julho de 2010
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
DO AMOR...
Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como
o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim
ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para
vosso crescimento, trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia
vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes e as sacode no
seu apego a terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
no pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós para que
conheçais os segredos de vossos corações e, com esse
conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor, procurardes somente a
paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
e abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações, onde rireis, mas
não todos os vossos risos, e chorareis, mas não todas as
vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe
senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Pois o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga: 'Deus está no
meu coração', mas que diga antes: 'Eu estou no coração de Deus.'
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor
pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio
o vosso curso.
O amor não tem outro desejo senão o de atingir
a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam
estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o
êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o
bem-amado, e nos lábios uma canção de bem-aventurança.
Gibran Khalil
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
EU SEI, MAS NÃO DEVIA
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Amigos especiais
Existe amigo que é, de fato, especial...
Daquele tipo de amigo que passamos anos sem ver, sem quase trocar palavra. Mas, quando a vida nos proporciona uma oportunidade, lá está ele... Com o mesmo carinho, a mesma intimidade, o mesmo amor de sempre.
Nossa vida, longe dele, segue normalmente, com suas alegrias e dissabores.
Mas é só toparmos com ele, e não importa muito o que se passou, os detalhes da jornada...
Só perguntamos se está tudo bem. A própria amizade se incumbe do resto!
Contamos uma coisinha aqui, outra ali... Descompromissadamente.
Entretanto, o que fica patente é a sensação “quase palpável” de como amamos e somos amados por esse amigo. A despeito das artimanhas que o sistema em que vivemos usa pra nos distanciar.
É como se o tempo congelasse...
A Cris - primeira a postar um comentário - é um exemplo desse “fenômeno”!
Falando um pouco dela:
Minhas lembranças dela são cheias daquele sorrisão aberto, de doçura e alegria.
Houve uma época que fizemos curso pra prestar uma prova.
Pleno sabadão! O dia inteiro numa sala, ouvindo, anotando, ouvindo, cochilando, ouvindo... indo... indo...
O clima era de cursinho pré-vestibular.
Embora estivéssemos ali, de certa forma ansiosos com a prova e pagando boas cifras mensalmente, como nos divertíamos!
A Cris, sempre, era a mais radiante.
Lembro de dias em que ela chegava, toda serelepe. E o povo logo puxava o coro: Fala aí, Cris!!! A Cris chegou!!! “CriÍs”, “CriÍs”!!!
Dias atrás, por conta do próprio blog, nos falamos pelo MSN.
Naquela manhã acordei um pouco triste...
Mas conversando com ela, confesso que cheguei a dar gargalhadas.
Contando a ela, me respondeu: Que bom! Fico feliz por não servir apenas para mau exemplo! Hahaha...
(Comentário bem “cara de Cris”...)
Mau exemplo? Ela é exemplo dos melhores!
É isso aí, amiga...
Você, por onde passa, deixa sua marca!
Deus te fez muito especial!
Sinto-me honrada por sua amizade.
E,c á pra nós, minha querida! Comentando o seu comentário, vou te contar um segredinho (que ninguém nos ouça...).
É nos bastidores que se encontram os verdadeiros amigos.
Os que ficam ali, escondidinhos.
Atrás das cortinas do palco da vida, torcendo por nós.
Observando cada cena do espetáculo...
Se tudo corre bem, nos cercam de congratulações e coisas do gênero.
Entretanto, se algo dá errado, se damos um passo em falso, esquecemos o texto, nos atrapalhamos com o cenário ou não somos compreendidos pela platéia -Ahhh - esses amigos de bastidores nos acolhem com palavras brandas, doces, incentivadoras. Até mesmo torpedinhos “né”, Cris?)
Repito em público o que digo em secreto:
Amo você. E também moro nos bastidores da sua vida!
Deus te abençoe!
Beijo.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Um pouco de mim e desse espaço.
Bem vindos !
De mim:
(Antes de tudo, deixo claro que não sou escritora. Procuro escrever da forma mais correta e clara possível, mas não sou artista, artesã das palavras. Portanto - por favor! - me permitam erros, tolerem minhas falhas, meu amadorismo. Só creiam que em cada palavra estarei dando o melhor de mim.)
Descrever-me é complexo!
Primeiro, porque meu Mestre me ensinou que o testemunho de si mesmo não é verdadeiro.
Mas posso fazer algumas considerações...
Penso que, como todos os seres humanos, sou única e incomum.
Nesse particular, o que me diferencia dos demais (talvez...) ou pelo menos da maioria - é que tenho plena consciência disso.
Por isso, não suporto ser rotulada!
Nunca tentem fazer isso comigo! Não vai acabar bem...
Ninguém deveria se permitir isso... É uma das mais perversas violências que a sociedade comete contra um indivíduo.
Deus (o próprio Deus!!!) nos considera únicos. Por isso, nem gêmeos que chamamos “idênticos” os são! Nem eles têm a mesma digital. Ninguém no mundo tem as minhas ou as suas digitais!
Se o próprio Deus age assim conosco, como a sociedade pode ser tão ousada? Não aceito!!!
Mas isso de digitais... é pra outra oportunidade.
Por agora, basta lembrarmos que Deus nos fez e nos trata como únicos.
Mais de mim? Vamos descobrir juntos.
Digo juntos, porque quando escrevo aqui vou, naturalmente, me conhecendo um pouco mais.
Quem se aventura comigo?
“Vamu nessa”!
Desse espaço:
A idéia de criar um blog foi sendo gerada de forma muito lenta.
Na verdade, sentia falta de um espaço onde pudesse compartilhar (com quem quisesse) um pouco daquilo que penso, que leio, que vejo, que ouço... Enfim, um pouco do que vivo a cada dia. Pedaços de sabedoria... Coisas que me enriquecem e desejo dividir com quem busca mais da vida.
Quem busca mais do que quatro paredes sem janela.
Quem se lembra de que tem uma mente que deve ser usada.
Aqui haverá quem pergunte: como assim, usada? Não a usamos todos os dias, a todo instante? Aí respondo: usada pra pensar, e não simplesmente armazenar pensamentos alheios. Usada pra elaborar suas próprias idéias! Usada para questionar o que ouve. Usada para ponderar, discernir, argüir. Penso que isso seja usar a mente, esse recurso fabuloso que temos!
Quem entende que a vida é uma só, e deve ser vivida intensamente, em todos os aspectos!
Colcha de Retalhos: a soma de pedacinhos de tecidos, de cores e estampas diferentes, carinhosamente ligados com a ajuda de linha e agulha.
Aqui, os retalhos são frases e pensamentos lidos, crônicas, fotos, músicas, vídeos, sonhos (servem os da vigília da noite ou os de olhos bem abertos... Além das meditações constantes do meu coração e mente.
Agulha: a escrita. Tecendo pacientemente... De letra em letra... Palavra por palavra.
E a linha? O amor, claro!
Porque o Amor sabe colocar tudo no lugar certo! Põe ordem até no caos!
Ele vai saber compor essa colcha brilhantemente, porque Nele habita toda a plenitude,toda a docilidade, toda a arte, a graça, a alegria de viver.
Ele, assim como a linha, tem o poder de se mover, inclusive. Porque ele é uma Pessoa!!!!!
Depois de essa idéia ter sido criado em minha mente, e o blog já ter sido postado, descobri que existem outros blogs com o mesmo título. Rsss...
Cabe aqui um adendo:
Idéias podem ser iguais; pessoas não!
Embora não seja igual a ninguém, entendo que existem pessoas que pensem como eu. Isso é, na verdade, um consolo e um alívio! É sinal de que não estou sozinha!
Decidi, firmemente, manter o nome desse espaço exatamente como foi gerado em minha mente.
Abominar rótulos não significa que não possa ter coisas em comum com outras pessoas! LONGE DE MIM ISSO!
E, de mais a mais, mudar tudo o que se formou em minha mente só porque já existem outros espaços com o mesmo nome me remete à idéia de escravidão... Escrava do que os outros vão pensar, de ser considerada pouco criativa, pouco original!
Ser escrava é algo que também não aceito.
Meu Mestre me chamou à liberdade!
E esse espaço é pra isso: LIBERDADE DE EXPRESSÃO!
Sejam todos, SEMPRE, muito bem vindos!
Abraços
Assinar:
Comentários (Atom)

